https://www.youtube.com/watch?v=_u6jaRbBX20&list=RDcbmdmzJnHJo&index=5
quarta-feira, 4 de março de 2026
domingo, 18 de fevereiro de 2024
segunda-feira, 12 de junho de 2023
quinta-feira, 17 de novembro de 2022
terça-feira, 15 de março de 2022
segunda-feira, 31 de janeiro de 2022
sábado, 30 de outubro de 2021
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
quinta-feira, 7 de maio de 2020
quarta-feira, 25 de março de 2020
Sacudindo o balaio
Por Paulo Reis Junior em 24 mar, 2020
Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal. (Mt 6.34)
Houve uma época, em minha vida, que trabalhei em uma fazenda de café como anotador de colheita. Meu trabalho consistia em fazer a medição do café colhido por cada apanhador, pois o pagamento era feito de acordo com a produção de cada um.
A medição era feita em grandes balaios (cestos feitos de bambu) com capacidade para aproximadamente 50 litros.
Para que a medida sempre fosse exata, após despejar o café no balaio até enchê-lo dava-se uma leve sacudida nele, e então, os grãos de café se acomodavam e era possível colocar mais um pouco de café no balaio.
Os trabalhadores não gostavam muito disso, mas era a regra, era o combinado antes da colheita.
Nesses últimos dias comecei a pensar no nosso estilo de vida moderno e, não sei por que me veio à mente a recordação do balaio, gastei então, um tempo meditando no que, para mim seria uma parábola do Balaio de Café.
Na sociedade moderna temos muitas coisas para fazer, a correria, o stress, a falta de tempo, as poucas horas de sono o pouco tempo com os filhos, com o marido ou com a esposa. A falta de uma boa conversa sobre amenidades durante algumas horas com pessoas que amamos ou um jantar sem hora para acabar.
Fomo deixando, ao longo dos anos, todas essas coisas boas de lado. Ficamos doentes, vamos ao médico e ele diz: “Você precisa desacelerar, precisa deixar de fazer algumas coisas”.
Mas parar como? Preciso garantir a educação dos meus filhos, preciso investir em minha carreira na empresa. Preciso isso, preciso aquilo. Não tem como parar.
Mas aí, de repente, uma pandemia toma conta do mundo, se aproxima de nossas vidas como uma nuvem negra encobrindo o céu.
Os órgãos de saúde recomendam o isolamento social, fábricas adotam férias coletivas, escolas suspendem as aulas, as lojas e restaurantes fecham e as Igrejas suspendem seus ajuntamentos. Alguns de nós somos mandados para a casa com um notebook para trabalharmos em “home office”.
Então, agora, de um dia para o outro, somos obrigados a ficar em casa.
Não tem mais “parar como?”. Continuar na velha correria agora não é mais uma opção. Não temos escolha. Temos que parar, temos que ficar em casa.
Então nos levantamos de manhã e, como não podemos sair, esperamos as crianças acordarem, fazemos nosso culto doméstico, tomamos nosso café tranquilos, todos à mesa, sem pressa.
Depois, cada um vai cuidar de suas tarefas, vamos realizar nosso trabalho em home office, as crianças tiram um tempo para estudar, ligamos para nossos parentes, amigos e irmãos da Igreja para saber como eles estão.
Como dispensamos a empregada, dividimos as tarefas domésticas para organizar a casa.
O que aconteceu?
Aconteceu que, de repente, essa pandemia sacudiu nosso balaio, e então percebemos que, na realidade, havia em nossas vidas espaço para outras coisas.
Essa pandemia, sem dúvida, trouxe à humanidade um grande impacto negativo, é sim uma catástrofe, é sim, um desastre, as sequelas durarão muitos anos.
Mas é em meio as dificuldades que aprendemos, é na tribulação que crescemos mais solidamente.
Não queremos parar, e se não paramos, não conseguimos raciocinar, e se não raciocinamos não conseguimos perceber os desvios ao longo da rota.
E então um evento, do qual somente Deus tinha conhecimento, e sobre o qual ele tem total controle, impacta nossas vidas como nunca.
Aproveite esses tempos de “desaceleração” para meditar, para reconsiderar em oração se a vida que temos vivido é a vida que Deus planejou para nós.
Um dia essa crise vai passar, e a vida vai voltar ao normal. Quando esse tempo chegar, que possamos voltar às nossas atividades de forma diferente.
Que aprendamos a ponderar nossas atividades, colocando-as na ordem de grandeza correta, diante dos valores que devem orientar a vida dos crentes.
Que esses tempos nos ensinem a vivermos a vida em abundância.
Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal. (Mt 6.34)
Houve uma época, em minha vida, que trabalhei em uma fazenda de café como anotador de colheita. Meu trabalho consistia em fazer a medição do café colhido por cada apanhador, pois o pagamento era feito de acordo com a produção de cada um.
A medição era feita em grandes balaios (cestos feitos de bambu) com capacidade para aproximadamente 50 litros.
Para que a medida sempre fosse exata, após despejar o café no balaio até enchê-lo dava-se uma leve sacudida nele, e então, os grãos de café se acomodavam e era possível colocar mais um pouco de café no balaio.
Os trabalhadores não gostavam muito disso, mas era a regra, era o combinado antes da colheita.
Nesses últimos dias comecei a pensar no nosso estilo de vida moderno e, não sei por que me veio à mente a recordação do balaio, gastei então, um tempo meditando no que, para mim seria uma parábola do Balaio de Café.
Na sociedade moderna temos muitas coisas para fazer, a correria, o stress, a falta de tempo, as poucas horas de sono o pouco tempo com os filhos, com o marido ou com a esposa. A falta de uma boa conversa sobre amenidades durante algumas horas com pessoas que amamos ou um jantar sem hora para acabar.
Fomo deixando, ao longo dos anos, todas essas coisas boas de lado. Ficamos doentes, vamos ao médico e ele diz: “Você precisa desacelerar, precisa deixar de fazer algumas coisas”.
Mas parar como? Preciso garantir a educação dos meus filhos, preciso investir em minha carreira na empresa. Preciso isso, preciso aquilo. Não tem como parar.
Mas aí, de repente, uma pandemia toma conta do mundo, se aproxima de nossas vidas como uma nuvem negra encobrindo o céu.
Os órgãos de saúde recomendam o isolamento social, fábricas adotam férias coletivas, escolas suspendem as aulas, as lojas e restaurantes fecham e as Igrejas suspendem seus ajuntamentos. Alguns de nós somos mandados para a casa com um notebook para trabalharmos em “home office”.
Então, agora, de um dia para o outro, somos obrigados a ficar em casa.
Não tem mais “parar como?”. Continuar na velha correria agora não é mais uma opção. Não temos escolha. Temos que parar, temos que ficar em casa.
Então nos levantamos de manhã e, como não podemos sair, esperamos as crianças acordarem, fazemos nosso culto doméstico, tomamos nosso café tranquilos, todos à mesa, sem pressa.
Depois, cada um vai cuidar de suas tarefas, vamos realizar nosso trabalho em home office, as crianças tiram um tempo para estudar, ligamos para nossos parentes, amigos e irmãos da Igreja para saber como eles estão.
Como dispensamos a empregada, dividimos as tarefas domésticas para organizar a casa.
O que aconteceu?
Aconteceu que, de repente, essa pandemia sacudiu nosso balaio, e então percebemos que, na realidade, havia em nossas vidas espaço para outras coisas.
Essa pandemia, sem dúvida, trouxe à humanidade um grande impacto negativo, é sim uma catástrofe, é sim, um desastre, as sequelas durarão muitos anos.
Mas é em meio as dificuldades que aprendemos, é na tribulação que crescemos mais solidamente.
Não queremos parar, e se não paramos, não conseguimos raciocinar, e se não raciocinamos não conseguimos perceber os desvios ao longo da rota.
E então um evento, do qual somente Deus tinha conhecimento, e sobre o qual ele tem total controle, impacta nossas vidas como nunca.
Aproveite esses tempos de “desaceleração” para meditar, para reconsiderar em oração se a vida que temos vivido é a vida que Deus planejou para nós.
Um dia essa crise vai passar, e a vida vai voltar ao normal. Quando esse tempo chegar, que possamos voltar às nossas atividades de forma diferente.
Que aprendamos a ponderar nossas atividades, colocando-as na ordem de grandeza correta, diante dos valores que devem orientar a vida dos crentes.
Que esses tempos nos ensinem a vivermos a vida em abundância.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
Dízimo, uma prática bíblica a ser observada
Há uma enxurrada de comentários tendenciosos e distorcidos circulando as redes sociais, em nossos dias, atacando a doutrina dos dízimos. Acusam os pastores que ensinam essa doutrina de infiéis e aproveitadores. Acusam as igrejas que recebem os dízimos de explorar o povo. Outros, jeitosamente, tentam descaracterizar o dízimo, afirmando que essa prática não tem amparo no Novo Testamento. Tentam limitar o dízimo apenas ao Velho Testamento, afirmando que ele é da lei e não vigente no tempo da graça.
Não subscrevemos os muitos desvios de igrejas que, laboram em erro, ao criarem mecanismos místicos, sincréticos e inescrupulosos para arrecadar dinheiro, vendendo água fluidificada, rosa ungida, toalha suada e até tijolo espiritual. Essas práticas são pagãs e nada tem a ver com ensino bíblico da mordomia dos bens. O fato, porém, de existir desvio de uns, não significa que devemos afrouxar as mãos, no sentido de ensinar tudo quanto a Bíblia fala sobre dízimos e ofertas. Destaco, aqui, alguns pontos para nossa reflexão.
Em primeiro lugar, a prática do dízimo antecede à lei. Aqueles que se recusam ser dizimistas pelo fato de o dízimo ser apenas da lei estão rotundamente equivocados. O dízimo é um princípio espiritual presente entre o povo de Deus desde os tempos mais remotos. Abraão pagou o dízimo a Malquizedeque (Gn 14.20) e Jacó prometeu pagar o dízimo ao Senhor (Gn 28.22), muito antes da lei ser instituída.
Em segundo lugar, a prática do dízimo foi sancionada na lei. O princípio que governava o povo de Deus antes da lei, foi ratificado na lei. Agora, há um preceito claro e uma ordem específica para se trazer todos os dízimos ao Senhor (Lv 27.32). Não entregar o dízimo é transgredir a lei, e a transgressão da lei constitui-se em pecado (1Jo 3.4).
Em terceiro lugar, a prática do dízimo está presente em toda Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das ofertas, é um ensino claro em toda a Bíblia. Está presente no Pentateuco, os livros da lei; está presente nos livros históricos (Ne 13.11,12), poéticos (Pv 3.9,10) e proféticos (Ml 3.8-10). Também está explicitamente ratificado nos evangelhos (Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8). Quanto ao dízimo não podemos subestimá-lo, sua inobservância é um roubo a Deus. Não podemos subtraí-lo, pois a Escritura é clara em dizer que devemos trazer “todos os dízimos”. Não podemos administrá-lo, pois a ordem: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”.
Em quarto lugar, a prática do dízimo é sancionada por Jesus no Novo Testamento. Os fariseus superestimavam o dízimo, fazendo de sua prática, uma espécie de amuleto. Eram rigorosos em sua observância, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Jesus, deixa claro que devemos observar atentamente a prática dessas virtudes cardeais da fé cristã, sem omitir a entrega dos dízimos (Mt 23.23). Ora, aqueles que usam o argumento de que o dízimo é da lei, e por estarmos debaixo da graça, estamos isentos de observá-lo; da mesma forma, estariam também isentos da justiça, da misericórdia e da fé, porque essas virtudes cardeais, também, são da lei. Só o pensar assim, já seria uma tragédia!
Em quinto lugar, a prática do dízimo é um preceito divino que não pode ser alterado ao longo dos séculos. Muitas igrejas querem adotar os princípios estabelecidos pelo apóstolo Paulo no levantamento da coleta para os pobres da Judéia como substituto para o dízimo. Isso é um equívoco. O texto de 2 Coríntios 8 e 9 trata de uma oferta específica, para uma causa específica. Paulo jamais teve o propósito de que essas orientações fossem um substituto para a prática do dízimo. Há igrejas na Europa e na América do Norte que estabelecem uma cota para cada família para cumprir o orçamento da igreja. Então, por serem endinheirados, reduzem essa contribuição a 5% ou 3% do rendimento. Tem a igreja competência para mudar um preceito divino? Mil vezes não! Importa-nos obedecer a Deus do que aos homens. Permaneçamos fiéis às Escrituras. Sejamos fiéis dizimistas!
Não subscrevemos os muitos desvios de igrejas que, laboram em erro, ao criarem mecanismos místicos, sincréticos e inescrupulosos para arrecadar dinheiro, vendendo água fluidificada, rosa ungida, toalha suada e até tijolo espiritual. Essas práticas são pagãs e nada tem a ver com ensino bíblico da mordomia dos bens. O fato, porém, de existir desvio de uns, não significa que devemos afrouxar as mãos, no sentido de ensinar tudo quanto a Bíblia fala sobre dízimos e ofertas. Destaco, aqui, alguns pontos para nossa reflexão.
Em primeiro lugar, a prática do dízimo antecede à lei. Aqueles que se recusam ser dizimistas pelo fato de o dízimo ser apenas da lei estão rotundamente equivocados. O dízimo é um princípio espiritual presente entre o povo de Deus desde os tempos mais remotos. Abraão pagou o dízimo a Malquizedeque (Gn 14.20) e Jacó prometeu pagar o dízimo ao Senhor (Gn 28.22), muito antes da lei ser instituída.
Em segundo lugar, a prática do dízimo foi sancionada na lei. O princípio que governava o povo de Deus antes da lei, foi ratificado na lei. Agora, há um preceito claro e uma ordem específica para se trazer todos os dízimos ao Senhor (Lv 27.32). Não entregar o dízimo é transgredir a lei, e a transgressão da lei constitui-se em pecado (1Jo 3.4).
Em terceiro lugar, a prática do dízimo está presente em toda Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das ofertas, é um ensino claro em toda a Bíblia. Está presente no Pentateuco, os livros da lei; está presente nos livros históricos (Ne 13.11,12), poéticos (Pv 3.9,10) e proféticos (Ml 3.8-10). Também está explicitamente ratificado nos evangelhos (Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8). Quanto ao dízimo não podemos subestimá-lo, sua inobservância é um roubo a Deus. Não podemos subtraí-lo, pois a Escritura é clara em dizer que devemos trazer “todos os dízimos”. Não podemos administrá-lo, pois a ordem: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”.
Em quarto lugar, a prática do dízimo é sancionada por Jesus no Novo Testamento. Os fariseus superestimavam o dízimo, fazendo de sua prática, uma espécie de amuleto. Eram rigorosos em sua observância, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Jesus, deixa claro que devemos observar atentamente a prática dessas virtudes cardeais da fé cristã, sem omitir a entrega dos dízimos (Mt 23.23). Ora, aqueles que usam o argumento de que o dízimo é da lei, e por estarmos debaixo da graça, estamos isentos de observá-lo; da mesma forma, estariam também isentos da justiça, da misericórdia e da fé, porque essas virtudes cardeais, também, são da lei. Só o pensar assim, já seria uma tragédia!
Em quinto lugar, a prática do dízimo é um preceito divino que não pode ser alterado ao longo dos séculos. Muitas igrejas querem adotar os princípios estabelecidos pelo apóstolo Paulo no levantamento da coleta para os pobres da Judéia como substituto para o dízimo. Isso é um equívoco. O texto de 2 Coríntios 8 e 9 trata de uma oferta específica, para uma causa específica. Paulo jamais teve o propósito de que essas orientações fossem um substituto para a prática do dízimo. Há igrejas na Europa e na América do Norte que estabelecem uma cota para cada família para cumprir o orçamento da igreja. Então, por serem endinheirados, reduzem essa contribuição a 5% ou 3% do rendimento. Tem a igreja competência para mudar um preceito divino? Mil vezes não! Importa-nos obedecer a Deus do que aos homens. Permaneçamos fiéis às Escrituras. Sejamos fiéis dizimistas!
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
Mãe, prepare-se para o Ninho Vazio
Artigo adaptado do livro Entre Pais e Filhos, de Elyse Fitzpatrick.
Existe alguém que realmente goste de mudança? Mesmo quando nossa vida está cheia de dificuldades, a dificuldade com que temos familiaridade parece bem melhor que aquela que não conhecemos. Desligarmo-nos do papel de pais, mesmo que esse papel se tenha tornado estressante, pode ser algo perturbador e assustador. Existem casais que construíram seu relacionamento em torno dos filhos e, agora, eles têm receio do que pode acontecer quando os filhos forem embora. Sobre o que conversaremos se não for sobre os filhos? Nosso relacionamento será capaz de suportar essa provação? Realmente temos um relacionamento à parte de nossos filhos? Algumas mães, depois de mais de vinte anos dedicando-se à criação dos filhos, não sabem o que fazer da vida quando eles vão embora. Um pai escreveu: “Para a minha esposa, que era dona de casa, o aspecto mais difícil de lidar com nosso filho mais novo foi a mudança radical no envolvimento […] Usando as palavras de minha própria esposa, ‘Eu era do time titular e fui para o banco de reserva’”.
Ninguém gosta de ser substituído no time titular. Ninguém gosta de enfrentar a futilidade ou a obsolescência. Ninguém tem prazer em enfrentar o fato de que uma parte muito significativa do trabalho de nossa vida chegou ao fim. Ninguém gosta de mudança, especialmente quando isso significa que nossa identidade e nossos relacionamentos serão remodelados.
Não é Realmente um Ninho Vazio
É fácil perceber que a força ou a fraqueza de um casamento é fator decisivo para a maneira como os pais lidam com a saída dos filhos. Quando um casamento é forte, mesmo que a despedida dos filhos seja o fim de uma relação muito significativa, a relação com o cônjuge pode ser fortalecida e enriquecida em meio à provação. Por outro lado, se um casamento é fraco e é construído em torno dos filhos, e não dos pais, essas despedidas podem ser quase insuportáveis.
Essa época da vida, depois de seus filhos já terem saído de casa, pode ser maravilhosa para o romance. Agora, com toda a história e experiência que vocês têm juntos, seu cônjuge pode tornar-se seu novo melhor amigo!
Essa época também pode ser maravilhosa para um ministério em conjunto. Você finalmente tem tempo para servir ao Senhor e à sua igreja do modo como sonhava no passado. Gosto muito de levar Caroline comigo para conferências e viagens missionárias curtas sem ter de me preocupar com os filhos em casa. Caroline também consegue envolver-se intensamente com as mulheres mais jovens de nossa igreja e comunidade, seguindo o modelo de Tito 2.3–5.
Passamos a entender que a expressão ninho vazia é enganosa. Quando os filhos saem de casa, o ninho não está vazio, pois os dois continuam nele. Além do mais, à medida que seu relacionamento vai crescendo e se fortalecendo, sua casa pode tornar-se um lugar muito especial e aconchegante, que seus filhos vão querer visitar nos eventos especiais da família e nos feriados. E também pode tornar-se um lugar no qual eles buscam refúgio nos momentos de tribulação. Ninho vazio? Não mesmo.
Existe alguém que realmente goste de mudança? Mesmo quando nossa vida está cheia de dificuldades, a dificuldade com que temos familiaridade parece bem melhor que aquela que não conhecemos. Desligarmo-nos do papel de pais, mesmo que esse papel se tenha tornado estressante, pode ser algo perturbador e assustador. Existem casais que construíram seu relacionamento em torno dos filhos e, agora, eles têm receio do que pode acontecer quando os filhos forem embora. Sobre o que conversaremos se não for sobre os filhos? Nosso relacionamento será capaz de suportar essa provação? Realmente temos um relacionamento à parte de nossos filhos? Algumas mães, depois de mais de vinte anos dedicando-se à criação dos filhos, não sabem o que fazer da vida quando eles vão embora. Um pai escreveu: “Para a minha esposa, que era dona de casa, o aspecto mais difícil de lidar com nosso filho mais novo foi a mudança radical no envolvimento […] Usando as palavras de minha própria esposa, ‘Eu era do time titular e fui para o banco de reserva’”.
Ninguém gosta de ser substituído no time titular. Ninguém gosta de enfrentar a futilidade ou a obsolescência. Ninguém tem prazer em enfrentar o fato de que uma parte muito significativa do trabalho de nossa vida chegou ao fim. Ninguém gosta de mudança, especialmente quando isso significa que nossa identidade e nossos relacionamentos serão remodelados.
Não é Realmente um Ninho Vazio
É fácil perceber que a força ou a fraqueza de um casamento é fator decisivo para a maneira como os pais lidam com a saída dos filhos. Quando um casamento é forte, mesmo que a despedida dos filhos seja o fim de uma relação muito significativa, a relação com o cônjuge pode ser fortalecida e enriquecida em meio à provação. Por outro lado, se um casamento é fraco e é construído em torno dos filhos, e não dos pais, essas despedidas podem ser quase insuportáveis.
Essa época da vida, depois de seus filhos já terem saído de casa, pode ser maravilhosa para o romance. Agora, com toda a história e experiência que vocês têm juntos, seu cônjuge pode tornar-se seu novo melhor amigo!
Essa época também pode ser maravilhosa para um ministério em conjunto. Você finalmente tem tempo para servir ao Senhor e à sua igreja do modo como sonhava no passado. Gosto muito de levar Caroline comigo para conferências e viagens missionárias curtas sem ter de me preocupar com os filhos em casa. Caroline também consegue envolver-se intensamente com as mulheres mais jovens de nossa igreja e comunidade, seguindo o modelo de Tito 2.3–5.
Passamos a entender que a expressão ninho vazia é enganosa. Quando os filhos saem de casa, o ninho não está vazio, pois os dois continuam nele. Além do mais, à medida que seu relacionamento vai crescendo e se fortalecendo, sua casa pode tornar-se um lugar muito especial e aconchegante, que seus filhos vão querer visitar nos eventos especiais da família e nos feriados. E também pode tornar-se um lugar no qual eles buscam refúgio nos momentos de tribulação. Ninho vazio? Não mesmo.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
Por que Jesus nasceu judeu? A misericórdia devastadora da sua etnia - Por John Piper
RESUMO: O Salvador do mundo, Jesus Cristo, nasceu como judeu. Qual é o propósito de Deus em Jesus nascer Judeu? A história remonta a Abraão e nos leva à comunidade dos santos de todas as tribos e línguas, povos e nações. Por fim, Jesus nasceu judeu para devastar todos os que se vangloriam da superioridade étnica e criar uma nova raça alegre, jubilosa e que ama a misericórdia.
Jesus nasceu judeu, não apenas para despojar as pretensões cristãs dos neonazistas e da KKK, mas também para calar a boca de toda a vanglória étnica e racial, incluindo os judeus. Ele nasceu judeu para levar toda raça e etnia a uma dependência humilde da misericórdia. Ele nasceu judeu para que todas as raça exultassem na misericórdia, não nos graus de melanina; e que toda etnia exultasse na misericórdia, mais do que nas formas étnicas; e que toda tribo exultasse na misericórdia, mais do que nos atributos tribais. Jesus nasceu judeu para devastar todo orgulho de superioridade étnica.
Chegar a essa conclusão é complicado, embora historicamente o fato de Jesus ter nascido judeu tenha ofendido todo orgulho étnico, mesmo o orgulho judaico. Dizer que é complicado, no entanto, é simplesmente concordar com Paulo. Assim que ele chega a essa conclusão, ele diz, no próximo suspiro: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos”! (Rm 11.33).
Essa é a resposta de Paulo ao porquê o Deus do universo se enredou no judaísmo como uma forma de salvar as pessoas em todos os grupos étnicos. Eu digo “enredou” não porque Deus esteja preso ou confuso, mas porque o entrelaçamento de seus modos de salvação com o judaísmo é, da nossa perspectiva, “insondável”. Suas complexidades excedem nossos poderes.
Não obstante, Paulo foi concedido por Deus para nos levar a esse mistério mais além do que nunca. Ninguém o esgotou. Convido você a ir comigo neste mistério, pelo menos até onde eu possa levá-lo em um único artigo.
“Deles descende o Cristo, segundo a carne”
Jesus nasceu judeu. A mulher samaritana no poço disse a Jesus: “Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana”? (Jo 4.9). Mais tarde, Jesus disse-lhe: “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus” (Jo 4.22).
O judaísmo de Jesus não foi incidental para o apóstolo Paulo. Ele perguntou: “Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão”? Ele mesmo respondeu: Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus”. (Rm 3.1–2). Então ele completou sua lista assim:
“São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas; deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém”! (Rm 9.4-5).
A pedra angular dos privilégios pertencentes aos judeus é esta: “também deles descende o Cristo, segundo a carne” Jesus nasceu judeu. E para catapultar o privilégio deste mundo, ele é Deus encarnado – “o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre”. O maior privilégio do povo judeu é que o Filho de Deus nasceu entre eles.
Então, Jesus nasceu judeu. E isso não foi incidental, mas foi o ponto alto do privilégio judaico entre todas as nações. E Paulo não manteve segredo disso, como se fosse embaraçoso, mas agitou-o como uma bandeira para todo judeu e toda nação ver.
A questão é o porquê. Não apenas por que, no sentido de, de onde isso veio? Mas também por que, no sentido de, Para onde isso está conduzindo? Qual é o propósito de Deus no judaísmo de Jesus? E se não tinha mais significado naqueles dias, pois Jesus agora é o Salvador de todos os povos, por que Paulo traz novamente essa questão à luz?
Por que – de onde isso veio?
Deus se enredou na humanidade como judeu étnico porque, dois mil anos antes, havia se enredado com Abraão, o pai do povo judeu. “Tu és o SENHOR, o Deus que elegeste Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Abraão”. (Ne 9. 7). A partir de então, os judeus se tornaram o povo da aliança privilegiada de Deus. “De todas as famílias da terra, somente a vós outros vos escolhi”; (Am 3.2). “o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra”. (Dt 7.6).
Certamente, Deus tinha em vista, desde o início, que, através de Abraão e seus descendentes, Deus abençoaria todas as nações. “de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra”. (Gn 12.2-3. Mas o privilégio único de Israel permaneceu.
Por dois mil anos, Deus concentrou quase todo o seu envolvimento salvífico com o mundo em Israel, não nas nações. “… o qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos”; (At 14.16). “Tão somente o SENHOR se afeiçoou a teus pais para os amar; a vós outros, descendentes deles, escolheu de todos os povos, como hoje se vê”. (Dt 10.15). O perdão dos pecados foi concedido aos judeus através do sangue prefigurado de Cristo nos sacrifícios (Lv 4.20; Rm 3.25). E, aos judeus, foi feita a promessa de que o Messias viria desse povo. (Is 9.6-7). “Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó”, (Lc 1. 32-33).
É por isso que Jesus nasceu judeu. Deus havia escolhido os judeus como “seu próprio povo” (Dt 14.2). Ele concentrou seu trabalho redentor neles por dois mil anos – não nos chineses, nem nos africanos, nem nas pálidas hordas germânicas. E “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” – isto é, nascido judeu (Gl 4.4).
Por que – para onde isso estava levando?
Mas responder à pergunta por que isso diz respeito ao passado apenas intensifica a pergunta porque isso diz respeito ao futuro. Qual era o propósito de Deus para se envolver com Israel em uma aliança e com um Messias judeu pela encarnação? Para onde isso tudo estava levando? E por que fazer dessa maneira?
Claramente, a vida, a morte e a ressurreição desse Messias judeu estavam levando à salvação dos gentios, as nações. Em sua vida, Jesus disse: “Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes”. (Mt 8. 11-12). Ele disse aos líderes judeus: “Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos”. (Mt 21.43). E ele terminou seu ministério com a ordem de “fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28.19).
Mas a salvação ainda era “dos judeus” (Jo 4.22). Paulo explica como. Quando Israel rejeitou Jesus como o Messias, eles eram como galhos naturais quebrados da árvore da aliança com Abraão. Quando os gentios creram no Messias Jesus, eles eram como ramos não naturais enxertados naquela aliança judaica.
Se alguns dos ramos foram quebrados, e você, embora um broto de oliveira selvagem, tenha sido enxertado entre os outros e agora compartilha a raiz nutritiva da oliveira, não seja arrogante em relação aos galhos. Se você está enxertado, lembre-se de que não é você que sustenta a raiz, mas a raiz que sustenta você. (Rm 11.17–18)
A raiz suporta você! Isso significa que o compromisso de Deus com Israel é o motivo de você ser salvo, porque está unido a essa raiz.
Em outras palavras, não há um pensamento de gentios tendo um caminho de salvação, e judeus outro. Existe somente um caminho. Pertence ao verdadeiro Israel – o Israel salvo. Paulo deixou claro que “nem todos os de Israel são de fato israelitas” (Rm 9.6). A descendência natural não faz parte do verdadeiro Israel. E muitos que não são descendentes de Israel fazem parte do verdadeiro Israel – “…a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Assim como também diz em Oseias: Chamarei povo meu ao que não era meu povo”; (Rm 9.24–25).
Ser um judeu verdadeiro não é uma questão de etnia, mas de fé no Messias: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, … Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra”, (Rm 2.28–29). Os gentios, dessa maneira, “tornam-se judeus”.
É assim que a promessa a Abraão em Gênesis 12. 3 é cumprida: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos”. (Gl 3.8). É assim que Abraão se torna “o pai de muitas nações” (Gn 17.5; Rm 4.17).
“A salvação vem dos judeus” não apenas porque Jesus era judeu, mas porque ele salva os gentios, tornando-os parceiros completos da herança judaica. Pelo sangue de Cristo, “…porque, por ele, ambos [judeus e gentios] temos acesso ao Pai em um Espírito. Assim, já não sois [os gentios] estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus”, (Ef 2. 18–19). Os “estrangeiros” gentios são feitos cidadãos plenos da verdadeira casa judaica salva. “sois [judeus e gentios] descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa”. (Gl 3.29).
“Todo o Israel será salvo”
Alguns acham que essa inclusão dos gentios na herança judaica é o passo final no trato de Deus com a etnia Israel. Não é. Paulo ensina que, “entrado a plenitude dos gentios”, “todo o Israel será salvo” (Rm 11.25–26). Isso se refere à nação étnica como um todo, sendo convertida para Cristo em um tempo futuro – depois que “a plenitude dos gentios” estiver reunida.
Alguns dizem que “todo Israel” aqui não se refere à nação étnica, mas ao número total de eleitos, judeus e gentios. Há pelo menos cinco razões convincentes para que isso não funcione. Vou mencionar duas.
Primeiro, é muito improvável que, com apenas onze palavras gregas, o significado de “Israel” mude de “nação étnica” para “judeus e gentios eleitos” (Rm 11.25-26). O primeiro uso, praticamente todos concordam, refere-se à etnia de Israel. Certamente, portanto, a segunda também: “veio endurecimento em parte a Israel, . . . todo Israel será salvo”. Então, “todo Israel” é a nação étnica que já foi parcialmente endurecida. Um dia esse povo será salvo.
Segundo, o paralelo entre as duas metades de Romanos 11.28 aponta para “todo o Israel” como nação étnica. A primeira metade do versículo 28 diz: “Quanto ao evangelho, são eles [o povo étnico de Israel] inimigos” de Deus. A segunda metade do versículo diz: “quanto, porém, à eleição, [esse mesmo povo étnico que é inimigo] é amado por causa dos patriarcas”. O objetivo deste versículo é mostrar que, embora o Israel étnico agora seja um povo que quebra alianças e que não creem, isso vai mudar. O povo que agora é inimigo será convertido mais tarde por causa da eleição e do amor. (Veja também os paralelos em Rm 11.12 e 15.)
Por que ele fez dessa maneira?
Agora estamos em posição de recuar e perguntar: Por que Deus salvou seu povo de todas as nações, incluindo judeus, dessa maneira indireta?
Deixe-me resumir o caminho indireto de Deus:
- Toda a humanidade caiu em pecado e corrupção quando Adão e Eva rejeitaram a bondade de Deus em favor de sua própria sabedoria (Gn 3. 6; Rm 5.12). Como a variedade de povos étnicos surgiu em Gn 10 e 11, todos os seus membros individuais eram “filhos da ira” (Ef 2. 3). Nenhuma nação na terra era digna das bênçãos de Deus. Todos mereciam destruição.
- Quando Deus pôs em movimento o plano de redenção para a humanidade, ele escolheu Israel como o foco principal de sua obra salvadora por dois mil anos (Dt 7.6; Am 3.2). Essa eleição de Israel entre todas as nações não era devido a nenhuma característica, em Israel, que os tornasse mais dignos do que outras nações. Abraão era um idólatra antes de ser chamado por Deus (Js 24. 2, 14). “Temos nós [os judeus] qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado”; (Rm 3.9).
- Por dois mil anos, Deus ofereceu salvação a Israel (Rm 9 4-5) e prenunciou o Messias na história e nas escrituras judaicas (Lc 24.27). A resposta reiterada deles foi em grande parte descrença, como Estevão disse: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis”. (At 7.51). Ou como Paulo disse: “Quanto a Israel, porém, diz: [referindo-se a Deus em Isaías 65.2] Todo o dia estendi as mãos a um povo rebelde e contradizente”. (Rm 10.21).
- O efeito dessa incredulidade judaica, apesar de grandes vantagens, foi mostrar que a lei, sem um Redentor, não leva à justificação, mas apenas à exposição e aumento do pecado (Rm 3.20; 5.20) Por essa experiência, a boca do mundo inteiro está calada (3.19). Pois, se Israel, com todas as suas vantagens, “não conseguiu atingir essa lei” (Rm 9.31), as outras nações não deveriam pensar que as coisas estavam melhores para elas. “Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus”, (Rm 3.19).
- Pela encarnação, vida, morte e ressurreição do Messias, as promessas aos patriarcas foram confirmadas e a misericórdia foi lançada a todas as nações. “…Cristo foi constituído ministro da circuncisão, … para confirmar as promessas feitas aos nossos pais; e para que os gentios glorifiquem a Deus por causa da sua misericórdia” (Rm 15.8–9).
- Um endurecimento veio a Israel (Rm 11.25; 2Co 3.14), durando até o século XXI. Permanecerá “até que entre a plenitude dos gentios” (Rm 11.25).
- Durante esse período – “os tempos dos gentios” (Lc 21.24) – haverá um grande avanço missionário em todas as nações do mundo. “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”. (Mt 24.14).
- Quando “houver entrado a plenitude dos gentios . . . todo o Israel será salvo” (Rm 11.25–26).
- Cristo retornará e estabelecerá seu reino (Rm 11.26).
Essa é a maneira indireta que Deus planejava resgatar seu povo entre todos os grupos étnicos, incluindo uma conversão final de “todo o Israel” – uma geração inteira levada em massa à fé no final desta era. Por que essa maneira tão indireta? Aqui está a resposta sumária de Paulo em Romanos 11:30–32:
“Porque assim como vós [gentios] também, outrora, fostes desobedientes a Deus, mas, agora, alcançastes misericórdia, à vista da desobediência deles [judeus], assim também estes [judeus], agora, foram desobedientes, para que, igualmente, eles [judeus] alcancem misericórdia, à vista da que vos foi concedida. Porque Deus a todos [judeus e gentios] encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos”.
Condensando este resumo, podemos dizer:
As nações gentias viveram em desobediência após a queda.
Então, Deus escolheu Israel.
Israel viveu em desobediência, apesar de todas as suas vantagens.
Então Deus transbordou a misericórdia para as nações gentias.
Essa misericórdia para com as nações resultará em grande misericórdia na conversão de Israel.
Portanto, todos os povos são totalmente dependentes da misericórdia, não do mérito.
Isso é complicado. Estranho. Gira em círculos. Tanto é assim que a próxima coisa que sai da boca de Paulo é a seguinte: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos”! (Rm 11.33).
Objetivo Final: Cada Povo Humilhado e com Esperança na Misericórdia
Qual é então o objetivo final de uma salvação tão indireta? Paulo coloca assim: “Porque Deus a todos [judeus e gentios] encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos”. (Rm 11.32). Paulo já havia dito que o objetivo era “para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus” (Rm 3.19). Esse é o objetivo negativo. Todo grupo étnico foi humilhado por causa de sua desobediência.
Os judeus são humilhados porque, apesar de todas as suas vantagens, são como ramos cortados, com os gentios ocupando seu lugar na aliança abraâmica somente pela fé (Rm 11.19; 9. 30–31). Os povos gentios são humilhados porque permanecem na aliança apenas pela fé (Rm 11.20) e porque é a raiz judaica que os sustenta, e não o contrário (Rm 11.18). Você precisa se tornar um “judeu” para ser salvo (Gl 3.7). Mas nenhum judeu é salvo por ser um judeu étnico. Pois nem todo Israel é Israel (Rm 9.6). “e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão”. (Mt 3.9).
Toda boca está calada. O orgulho de cada grupo étnico é silenciado. Todos são entregues à desobediência. Cada um é feito para engolir seu orgulho. Os gentios devem se tornar judeus (nazistas e KKK incluídos) para serem salvos. E os judeus devem renunciar a toda dependência do judaísmo e unirem-se aos gentios na dependência da misericórdia.
Uma raça dependente de misericórdia e que ama a misericórdia
Jesus nasceu judeu – e todas as outras partes da “insondável” e “inescrutável” sabedoria de Deus foram postas em prática – para atingir esse objetivo, para calar a boca de toda jactância étnica e racial, incluindo judeus, e levar todas as raças e etnias a uma humilde dependência da misericórdia.
Cristo nasceu judeu para que toda raça exultasse em misericórdia, não em graus de melanina; para que toda etnia exultasse na misericórdia, mais do que nas formas étnicas; para que toda tribo exultasse na misericórdia, mais do que em atributos tribais. Jesus nasceu judeu para devastar todo orgulho da superioridade étnica, e criar uma nova raça exultante e que ama a misericórdia.
terça-feira, 12 de novembro de 2019
E se eu tivesse 22 anos novamente - John Piper
“O que você faria se tivesse vinte e dois anos novamente”?
Recentemente me fizeram essa pergunta em uma conferência sobre missões mundiais. Eu completei 22 anos na metade do meu último ano no Wheaton College. Eu era especialista em literatura inglesa e fui para o Fuller Seminary. Fiquei noivo de Noël cinco meses depois de completar 22 anos, pouco antes de me formar. O chamado de Deus na minha vida, como eu o discerni, era claro, mas amplo: eu me senti chamado à palavra de Deus. O que faria com isso, eu não fazia ideia.
Ao me fazer essa pergunta, pensei em seguir na direção de “O que eu faria de diferente”? Mas isso não me pareceu útil porque o que eu teria dito seria: “Eu tentaria fazer tudo melhor” – orar melhor, adorar melhor, amar melhor minha esposa, testemunhar melhor aos incrédulos, estudar melhor. Então, em vez disso, pareceu-me que eu deveria ir na direção de “Quais são as coisas mais importantes que eu teria feito aos vinte e dois anos”? Não no abstrato, mas na realidade de onde eu estava e quem eu era em 1968. E se eu começasse de novo naquelas mesmas circunstâncias? Bem, eu faria seis coisas.
1. Eu me casaria com a mulher que, mais do que qualquer outra no mundo, fosse mais radical, mais disposta a arriscar e que fosse a qualquer lugar por Jesus. Na verdade, eu me casaria com Noël Henry.
Pouco tempo depois de nos conhecermos, quando eu tinha vinte anos, estando apaixonados, e já pensando em casamento, perguntei a ela: “Se Deus me chamasse para ser missionário na África, você iria comigo”? Ela disse: “Sim, eu me veria sendo chamada para estar ao seu lado e apoiá-lo”.
Nos casamos quando eu tinha vinte e dois anos, e meu primeiro emprego foi lecionar por seis anos em uma faculdade em St. Paul. Mas quando eu tinha trinta e três anos, Deus me fez seu chamado irresistível para o ministério pastoral, e perguntei se ela me apoiaria nisso. Ela disse sim.
Depois de um ano naquele ministério pastoral, fiquei tão desanimado em uma tarde de domingo que coloquei o rosto nas mãos e disse em voz alta na mesa da sala de jantar, para que ela pudesse me ouvir do quarto: “Acho que vou para a África”. Sem hesitar, ela disse lá do quarto: “Me avise quando for para fazer as malas”.
Depois de quatro anos nesse ministério pastoral, Deus nos tocou poderosamente pela causa das missões mundiais e perguntei-lhe: “E se convidarmos todos da Igreja que estejam seriamente interessados em seguir para missões a se juntarem a nós em nossa sala de estar na sexta à noite”? Ela disse. sim. E duas vezes por ano (habitualmente) pelos próximos vinte anos, recebíamos cerca de cem pessoas em nossa sala de estar e sala de jantar com todos os móveis movidos para os quartos do andar de cima.
Então, se eu tivesse vinte e dois anos de novo, me casaria com essa mulher.
A lição para você: ore para que seu futuro, ou atual cônjuge, seja, mais do que qualquer outro, no mundo, o cristão mais radical, mais disposto a assumir riscos e que vá a qualquer lugar por Jesus.
2. Eu pegaria essa minha jovem esposa e iria para uma igreja que crê na Bíblia, que prega a Bíblia, estruturada na Bíblia e obediente à Bíblia.
Eu frequentaria o culto corporativo daquela igreja com minha esposa todos os domingos.
Procuraríamos nos lançar aos ministérios da igreja na esperança de que essa comunidade de crentes guardasse e aumentasse nossa fé, ajudasse a identificar nossos dons espirituais e nosso chamado, e nos catapultasse para uma vida de ministério.
Aos 22 anos, como recém-casados, Noël e eu ingressamos na igreja Lake Avenue Congregational Church em Pasadena, Califórnia. Noël descobriu o dom para trabalhar com jovens adultos com deficiência mental. E eu descobri o dom para ensinar quando lecionava para meninos da sétima, depois aos da nona série, e depois para a “Classe Galileus” de jovens adultos da Escola Dominical.
Onde seu chamado para o ministério ou missão é confirmado e alimentado? Na igreja local.
Estive sob os cuidados dos diáconos da Igreja Lake Avenue e fui encaminhado para a ordenação. Glenn Dawson ficou em contato comigo por três anos durante o seminário e por mais três anos durante os estudos de pós-graduação na Alemanha, até 1975, sete anos depois, quando fui ordenado ao ministério do evangelho na mesma igreja local. Um relacionamento incrível.
A lição para você: Encontre uma igreja que crê na Bíblia, que prega a Bíblia, estruturada na Bíblia e obediente à Bíblia. Participe, sirva, descubra seus dons e seja responsável perante a comunidade ao seguir o chamado de Deus.
3. Eu iria para o seminário.
Eu iria para o seminário e passaria três ou quatro anos totalmente imerso no mais rigoroso estudo da Bíblia em grego e hebraico, com o objetivo de estabelecer uma base para uma vida inteira vendo a glória de Cristo em sua palavra tão claramente que eu nunca vacilaria em meu compromisso de acreditar e falar o que a Bíblia ensina, em qualquer lugar do mundo que Deus me colocasse.
Eu não priorizaria os cursos práticos, mas cada chance que o currículo me desse, priorizaria cursos exegéticos, na suposição (que ainda acredito aos setenta e dois anos) que, em geral, as habilidades práticas são aprendidas melhor no trabalho da igreja; mas que o aprofundamento e aprimoramento das habilidades exegéticas alcançadas por uma vida de leitura frutífera são melhor realizados no rigoroso ato de dar e receber em uma classe, sob o olhar atento de um professor habilidoso.
Eu daria maior prioridade em aprender a penetrar no significado original – a intenção original – dos escritores bíblicos, porque esses são os mesmos significados e realidades que serão relevantes entre todos os povos do mundo – a qualquer momento, por todo tempo. Minhas ideias sobre o mundo ocidental moderno e minhas suposições sobre a aplicação desses significados à minha situação não são a questão principal quando Deus me coloca em um grupo de pessoas com uma cultura radicalmente diferente da minha. Mas os significados originais dos parágrafos da Bíblia são de suma importância. É isso que eu buscaria acima de todas as coisas.
A lição para você: quer você frequente ou não um seminário, torne-se o mais saturado da Bíblia possível, colocando-se sob a influência dos mais perspicazes professores da Bíblia, tanto os mortos quanto os vivos.
4. Eu resolveria ler minha Bíblia todos os dias pelo resto da minha vida.
Eu tornaria a leitura da Bíblia mais importante do que comer, fazer exercícios e beijar minha esposa.
Já se foram cerca de 18.340 dias desde que completei vinte e dois anos e acho que mais li minha Bíblia do que comi nesses dias. Certamente li minha Bíblia mais que assisti televisão ou filmes nesses dias. Eu li minha Bíblia nesses dias mais do que beijei minha esposa, porque muitas vezes me afastei dela, mas quase nunca me afastei da Bíblia.
Mas tenho aprendido algumas coisas sobre a leitura da Bíblia e, se eu tivesse vinte e dois anos novamente, minha resolução de ler a Bíblia soaria algo como isto:
Decido todos os dias, ao ler minha Bíblia, me esforçar através da névoa da vaga compreensão até o verdadeiro significado do próprio texto;
e eu me esforçaria através do significado do texto até a intenção da mente do autor – tanto a intenção humana quanto a divina;
e eu me esforçaria através dessa intenção até a realidade por trás de todas as palavras, gramática e lógica;
e eu insistiria nessa realidade até que se tornasse uma realidade emocionalmente experimentada, com emoções que correspondam à natureza da realidade;
e eu insistiria nessa experiência proporcionalmente emocional da realidade por trás do texto até que ela se transformasse em palavras e ações em minha vida;
e eu insistiria nessas palavras e ações emocionalmente experimentadas até que outros vissem essa realidade e se juntassem a mim nesse encontro com a palavra de Deus.
Nada é mais rapidamente revelado no campo missionário do que um encontro superficial com o Deus vivo e as realidades gloriosas que ele revelou nas Escrituras. A leitura superficial da Bíblia que não penetrar nas palavras, levando da intenção à realidade e da experiência à ação, será de pouca utilidade quando confrontada com as forças demoníacas massivas de povos não alcançados.
A lição para você: Leia sua Bíblia todos os dias da sua vida. Se você tem tempo para o café da manhã, nunca diga que não tem tempo para a palavra de Deus. Não aprecie a leitura da Bíblia pelo fato de sua consciência estar limpa quando a caixa da leitura da Bíblia estiver marcada em sua lista, mas desfrute do encontro vivo e sobrenatural com a realidade revelada por Deus nas Escrituras.
5. Eu me tornaria um hedonista cristão.
Ou seja, eu procuraria encontrar mais alegria em Deus do que em qualquer outra coisa no mundo, por uma questão de santidade pessoal, perseverança através da dor e promoção da glória de Deus.
Eu teria clareza e certeza a respeito da frase: Deus é mais glorificado em mim quando estou mais satisfeito nele.
O que significa que, por saborear a doçura das promessas de Deus, eu mataria qualquer sensação crescente de orgulho, autoconfiança, luxúria, cobiça e medo, pelo poder do Espírito Santo. Porque, a menos que esses pecados morram, eu serei perseguido pela inutilidade nesta vida e condenado na próxima.
Aos vinte e dois anos, eu reconheceria que, na luta pela alegria em Deus, através de todas as circunstâncias da vida, nas iluminadas ou nas sombrias, está a chave essencial em minha missão para uma vida de santidade autêntica e perseverança frutífera, onde Deus obtém a glória.
A lição para você: Torne-se um cristão hedonista, quer você chame a si mesmo assim ou não. Não vise a fama. Não almeje gratificação sexual. Não vise a riqueza. E não almeje segurança. Aponte para a alegria satisfatória em Deus, que o capacitará para humildade, castidade, simplicidade e amor sacrificial, que corre riscos.
6. Eu reconheceria que não sou meu, que fui comprado por um preço e que pertenço, corpo e alma, a Jesus Cristo para seu uso e sua glória neste mundo.
E eu me oferecia a Deus e diria a ele que ele pode fazer comigo o que quiser, a qualquer momento e em qualquer lugar.
E eu memorizaria o Salmo 25 e confiaria nas incríveis promessas de orientação que são dadas nesses versículos preciosos.
“Bom e reto é o SENHOR, por isso, aponta o caminho aos pecadores. Guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o seu caminho”. (Sl 25.8–9)
A lição para você: Memorize o Salmo 25. Ore como se ele fosse seu. Entregue-se inteiramente a Deus e à sua missão. E confie nele.
Recentemente me fizeram essa pergunta em uma conferência sobre missões mundiais. Eu completei 22 anos na metade do meu último ano no Wheaton College. Eu era especialista em literatura inglesa e fui para o Fuller Seminary. Fiquei noivo de Noël cinco meses depois de completar 22 anos, pouco antes de me formar. O chamado de Deus na minha vida, como eu o discerni, era claro, mas amplo: eu me senti chamado à palavra de Deus. O que faria com isso, eu não fazia ideia.
Ao me fazer essa pergunta, pensei em seguir na direção de “O que eu faria de diferente”? Mas isso não me pareceu útil porque o que eu teria dito seria: “Eu tentaria fazer tudo melhor” – orar melhor, adorar melhor, amar melhor minha esposa, testemunhar melhor aos incrédulos, estudar melhor. Então, em vez disso, pareceu-me que eu deveria ir na direção de “Quais são as coisas mais importantes que eu teria feito aos vinte e dois anos”? Não no abstrato, mas na realidade de onde eu estava e quem eu era em 1968. E se eu começasse de novo naquelas mesmas circunstâncias? Bem, eu faria seis coisas.
1. Eu me casaria com a mulher que, mais do que qualquer outra no mundo, fosse mais radical, mais disposta a arriscar e que fosse a qualquer lugar por Jesus. Na verdade, eu me casaria com Noël Henry.
Pouco tempo depois de nos conhecermos, quando eu tinha vinte anos, estando apaixonados, e já pensando em casamento, perguntei a ela: “Se Deus me chamasse para ser missionário na África, você iria comigo”? Ela disse: “Sim, eu me veria sendo chamada para estar ao seu lado e apoiá-lo”.
Nos casamos quando eu tinha vinte e dois anos, e meu primeiro emprego foi lecionar por seis anos em uma faculdade em St. Paul. Mas quando eu tinha trinta e três anos, Deus me fez seu chamado irresistível para o ministério pastoral, e perguntei se ela me apoiaria nisso. Ela disse sim.
Depois de um ano naquele ministério pastoral, fiquei tão desanimado em uma tarde de domingo que coloquei o rosto nas mãos e disse em voz alta na mesa da sala de jantar, para que ela pudesse me ouvir do quarto: “Acho que vou para a África”. Sem hesitar, ela disse lá do quarto: “Me avise quando for para fazer as malas”.
Depois de quatro anos nesse ministério pastoral, Deus nos tocou poderosamente pela causa das missões mundiais e perguntei-lhe: “E se convidarmos todos da Igreja que estejam seriamente interessados em seguir para missões a se juntarem a nós em nossa sala de estar na sexta à noite”? Ela disse. sim. E duas vezes por ano (habitualmente) pelos próximos vinte anos, recebíamos cerca de cem pessoas em nossa sala de estar e sala de jantar com todos os móveis movidos para os quartos do andar de cima.
Então, se eu tivesse vinte e dois anos de novo, me casaria com essa mulher.
A lição para você: ore para que seu futuro, ou atual cônjuge, seja, mais do que qualquer outro, no mundo, o cristão mais radical, mais disposto a assumir riscos e que vá a qualquer lugar por Jesus.
2. Eu pegaria essa minha jovem esposa e iria para uma igreja que crê na Bíblia, que prega a Bíblia, estruturada na Bíblia e obediente à Bíblia.
Eu frequentaria o culto corporativo daquela igreja com minha esposa todos os domingos.
Procuraríamos nos lançar aos ministérios da igreja na esperança de que essa comunidade de crentes guardasse e aumentasse nossa fé, ajudasse a identificar nossos dons espirituais e nosso chamado, e nos catapultasse para uma vida de ministério.
Aos 22 anos, como recém-casados, Noël e eu ingressamos na igreja Lake Avenue Congregational Church em Pasadena, Califórnia. Noël descobriu o dom para trabalhar com jovens adultos com deficiência mental. E eu descobri o dom para ensinar quando lecionava para meninos da sétima, depois aos da nona série, e depois para a “Classe Galileus” de jovens adultos da Escola Dominical.
Onde seu chamado para o ministério ou missão é confirmado e alimentado? Na igreja local.
Estive sob os cuidados dos diáconos da Igreja Lake Avenue e fui encaminhado para a ordenação. Glenn Dawson ficou em contato comigo por três anos durante o seminário e por mais três anos durante os estudos de pós-graduação na Alemanha, até 1975, sete anos depois, quando fui ordenado ao ministério do evangelho na mesma igreja local. Um relacionamento incrível.
A lição para você: Encontre uma igreja que crê na Bíblia, que prega a Bíblia, estruturada na Bíblia e obediente à Bíblia. Participe, sirva, descubra seus dons e seja responsável perante a comunidade ao seguir o chamado de Deus.
3. Eu iria para o seminário.
Eu iria para o seminário e passaria três ou quatro anos totalmente imerso no mais rigoroso estudo da Bíblia em grego e hebraico, com o objetivo de estabelecer uma base para uma vida inteira vendo a glória de Cristo em sua palavra tão claramente que eu nunca vacilaria em meu compromisso de acreditar e falar o que a Bíblia ensina, em qualquer lugar do mundo que Deus me colocasse.
Eu não priorizaria os cursos práticos, mas cada chance que o currículo me desse, priorizaria cursos exegéticos, na suposição (que ainda acredito aos setenta e dois anos) que, em geral, as habilidades práticas são aprendidas melhor no trabalho da igreja; mas que o aprofundamento e aprimoramento das habilidades exegéticas alcançadas por uma vida de leitura frutífera são melhor realizados no rigoroso ato de dar e receber em uma classe, sob o olhar atento de um professor habilidoso.
Eu daria maior prioridade em aprender a penetrar no significado original – a intenção original – dos escritores bíblicos, porque esses são os mesmos significados e realidades que serão relevantes entre todos os povos do mundo – a qualquer momento, por todo tempo. Minhas ideias sobre o mundo ocidental moderno e minhas suposições sobre a aplicação desses significados à minha situação não são a questão principal quando Deus me coloca em um grupo de pessoas com uma cultura radicalmente diferente da minha. Mas os significados originais dos parágrafos da Bíblia são de suma importância. É isso que eu buscaria acima de todas as coisas.
A lição para você: quer você frequente ou não um seminário, torne-se o mais saturado da Bíblia possível, colocando-se sob a influência dos mais perspicazes professores da Bíblia, tanto os mortos quanto os vivos.
4. Eu resolveria ler minha Bíblia todos os dias pelo resto da minha vida.
Eu tornaria a leitura da Bíblia mais importante do que comer, fazer exercícios e beijar minha esposa.
Já se foram cerca de 18.340 dias desde que completei vinte e dois anos e acho que mais li minha Bíblia do que comi nesses dias. Certamente li minha Bíblia mais que assisti televisão ou filmes nesses dias. Eu li minha Bíblia nesses dias mais do que beijei minha esposa, porque muitas vezes me afastei dela, mas quase nunca me afastei da Bíblia.
Mas tenho aprendido algumas coisas sobre a leitura da Bíblia e, se eu tivesse vinte e dois anos novamente, minha resolução de ler a Bíblia soaria algo como isto:
Decido todos os dias, ao ler minha Bíblia, me esforçar através da névoa da vaga compreensão até o verdadeiro significado do próprio texto;
e eu me esforçaria através do significado do texto até a intenção da mente do autor – tanto a intenção humana quanto a divina;
e eu me esforçaria através dessa intenção até a realidade por trás de todas as palavras, gramática e lógica;
e eu insistiria nessa realidade até que se tornasse uma realidade emocionalmente experimentada, com emoções que correspondam à natureza da realidade;
e eu insistiria nessa experiência proporcionalmente emocional da realidade por trás do texto até que ela se transformasse em palavras e ações em minha vida;
e eu insistiria nessas palavras e ações emocionalmente experimentadas até que outros vissem essa realidade e se juntassem a mim nesse encontro com a palavra de Deus.
Nada é mais rapidamente revelado no campo missionário do que um encontro superficial com o Deus vivo e as realidades gloriosas que ele revelou nas Escrituras. A leitura superficial da Bíblia que não penetrar nas palavras, levando da intenção à realidade e da experiência à ação, será de pouca utilidade quando confrontada com as forças demoníacas massivas de povos não alcançados.
A lição para você: Leia sua Bíblia todos os dias da sua vida. Se você tem tempo para o café da manhã, nunca diga que não tem tempo para a palavra de Deus. Não aprecie a leitura da Bíblia pelo fato de sua consciência estar limpa quando a caixa da leitura da Bíblia estiver marcada em sua lista, mas desfrute do encontro vivo e sobrenatural com a realidade revelada por Deus nas Escrituras.
5. Eu me tornaria um hedonista cristão.
Ou seja, eu procuraria encontrar mais alegria em Deus do que em qualquer outra coisa no mundo, por uma questão de santidade pessoal, perseverança através da dor e promoção da glória de Deus.
Eu teria clareza e certeza a respeito da frase: Deus é mais glorificado em mim quando estou mais satisfeito nele.
O que significa que, por saborear a doçura das promessas de Deus, eu mataria qualquer sensação crescente de orgulho, autoconfiança, luxúria, cobiça e medo, pelo poder do Espírito Santo. Porque, a menos que esses pecados morram, eu serei perseguido pela inutilidade nesta vida e condenado na próxima.
Aos vinte e dois anos, eu reconheceria que, na luta pela alegria em Deus, através de todas as circunstâncias da vida, nas iluminadas ou nas sombrias, está a chave essencial em minha missão para uma vida de santidade autêntica e perseverança frutífera, onde Deus obtém a glória.
A lição para você: Torne-se um cristão hedonista, quer você chame a si mesmo assim ou não. Não vise a fama. Não almeje gratificação sexual. Não vise a riqueza. E não almeje segurança. Aponte para a alegria satisfatória em Deus, que o capacitará para humildade, castidade, simplicidade e amor sacrificial, que corre riscos.
6. Eu reconheceria que não sou meu, que fui comprado por um preço e que pertenço, corpo e alma, a Jesus Cristo para seu uso e sua glória neste mundo.
E eu me oferecia a Deus e diria a ele que ele pode fazer comigo o que quiser, a qualquer momento e em qualquer lugar.
E eu memorizaria o Salmo 25 e confiaria nas incríveis promessas de orientação que são dadas nesses versículos preciosos.
“Bom e reto é o SENHOR, por isso, aponta o caminho aos pecadores. Guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o seu caminho”. (Sl 25.8–9)
A lição para você: Memorize o Salmo 25. Ore como se ele fosse seu. Entregue-se inteiramente a Deus e à sua missão. E confie nele.
sábado, 2 de novembro de 2019
Assinar:
Postagens (Atom)
Tu És Real
https://www.youtube.com/watch?v=_u6jaRbBX20&list=RDcbmdmzJnHJo&index=5
-
A morte de Hugh MacKail, membro da Igreja Reformada da Escócia: “Agora, interrompo minha convers...
-
Um membro de uma igreja perguntou ao seu pastor: joguei na mega-sena, se eu ganhar o senhor aceita o dízimo? E o pastor disse jocosamente:...